terça-feira, 14 de setembro de 2010

Um dia inesquecível!!!


Ontem levei o Igor a pediatra, Drª Valeria, ela o acompanha desde que nasceu e sabe o que é a parte mais interessante disso? Ela é diabética há vinte anos.
O suporte que ela nos deu enquanto o Igor esteve internado foi primordial para o nosso equilíbrio pós hospital, nunca nos deixou perder a esperança de dias melhores.
Graças a Deus temos ido a consulta apenas para atualizar a ficha do Igor, ela é uma ótima homeopata, e apesar de não precisarmos da consulta é importante manter os dados sempre atualizados, no caso de uma necessidade ela já tem todas as informações.
Quando chegamos ao consultório ela nos disse:
 - Jamais vou esquecer aquela manhã de sabado!!!
Nós também não!!! E eu não sei o que teria acontecido se não estive passado no consultório antes de seguir para a emergência. Saímos de lá com o diagnostico que não sei se o hospital estava capacitado para descobrir.
Ela é uma pediatra homeopata voltada para o lado psicológico dos fatos, e conversamos bastante.
Quando mencionei a bomba de insulina, ela questionou ser uma boa, já que ele está ótimo.
-Ele quer porque é novidade, e depois que deixar de ser novidade? É um investimento grande, tem certeza que ele está preparado?
É ISSO QUE EU TENHO ME PERGUNTADO.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Diabetes e Jiu Jitsu

Atendimento medico no dojô

É a temporada de torneios e campeonatos.
A maioria são campeonatos seguros na medida do possível, tem para médicos e ambulâncias nos locais, o atendimento em caso de lesão é imediato, acontece ainda no dojô, qualquer reclamação de dor o competidor é avaliado por um medico pra saber se pode ou não continuar  a luta.
No Ultimo que nós fomos, vi um rapaz de mais ou menos 20 anos, deslocar o ombro de bobeira, ele recebeu um golpe com o próprio kimono, é daqueles golpes que não dá pra sair, ele tentou até acabar o tempo de luta e no final só não chorou não sei porque. É o Igor de amanhã.
O Igor não participou do campeonato por causa da variação na glicemia causado pela ansiedade, como ele sabia que não ia lutar, chegamos no torneio com números otimos, precisamos até fazer refeições extras.
No próximo ele também não vai, no treino durante a semana ele fez não fez o que deveria fazer e arriscou uma lesão no cotovelo, o treinador conhece seus atletas, sabe de suas reações, mas um juiz não pode parar uma luta por que acha que o atleta não vai reagir, vale medalha.
Eu fico imaginando minha reação caso meu filho precise de atendimento no dojô, tem uma grade que nos separa do local da luta, ficamos longe, eu piro.
Arena de lutas simultâneas
O grande problema é, quando são chamados para a área de concentração não lutam de imediato, as vezes ficam lá por mais uma hora, as medições de glicemia só podem acontecer antes deles serem apresentados pelo treinador, ainda não consegui informações se pode acontecer diferente, quanto a hipoglicemia durante a luta não me preocuparia se pudesse medir no exato momento de entrar no dojô.
E tenho certeza de que o Igor não ficaria nada satisfeito de entrar no dojô apenas para não ser desclassificado e ver o braço do oponente ser levantado sem luta.
Não consigo uma resposta segura dos médicos quanto a aplicação de insulina antes da luta, são apenas 3 minutos, mas de muito esforço muscular, eu vejo como o Arthur sai exausto do dojô, são 3 minutos intermináveis pra mim.
Bom, no próximo domingo teremos outro campeonato, o Arthur vai lutar e o Igor vai como espectador, enquanto assistimos as lutas procuro mostrar o que não fazer e sempre não deixando passar em branco os resultados de não aceitar que foi derrotado.
Meu medo? Ele lesionar seriamente o cotovelo ou o ombro ou sofrer uma crise de hipoglicemia durante a luta.
No domingo, vou me informar sobre o dextro antes da luta, se é possível ele levar o glicosimetro para a concentração, ele quer ser um campeão, mas um campeão se faz com responsabilidade.
Quanto a hiperglicemia, o Arthur sugeriu que o inscrevesse e só avisasse que ele vai lutar quando fosse chamado, daria tempo dele lutar antes de alcançar números assustadores, é uma boa? Não sei....
Acho que ele deve aprender desde agora a lidar com a própria ansiedade, aprender a controla-la, hoje eu posso tentar dar uma volta nela, mas amanhã o mundo não fará a mesma coisa com ele só porque é diabético.
Vamos prepara-lo para a temporada 2011.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

O que é melhor para a mãe de um Diabetico, é melhor para o Diabetico?




Temperatura 35º, Umidade relativa do ar 25%.

As coisas não ficaram nada agradáveis por aqui, sem contar a tosse... por aqui apenas o Arthur, alérgico químico, não se afetou. Se não bastasse, depenaram o eucalipto aqui da rua e não encontro pra comprar.
Bacia com cha de eucalipto no quarto é a unica solução para o Igor nesses dias.
Então, lá vem a senhora sinusite dar o ar de sua graça, foi logo mostrando a que veio, glicemias acima de 200, o tempo todo, a dita cuja ignora a NovoRapid.
Mas isso não é nada... ver o Igor desiludido com os números é que me arrasa...
Ontem depois de mais um dextro ele mandou essa:
-Mãe não adianta, perdemos o controle, não adianta nada aplicar insulina.
Passou uns dias meio carente, triste mesmo. Hoje até deu uma animada, mas a cabecinha dele está nos números, não devia ser assim, ele é só uma criança...

Minha mãe vendo todo aquele sofrimento dele por controlar a glicose, decidiu dar a  bomba de infusão de insulina, eu não queria que fosse assim...
Quando dizem que avó é mãe duas vezes não mentem, e ainda tive de ouvir bronca, como eu ainda não sabia qual era a melhor? quanto custa exatamente? qual o valor da manutenção? os pós e contras? Sei lá.... as vezes acho que minha mãe acredita que deu a luz a uma enciclopedia...
Estou buscando opiniões na Internet, de pessoas que já usam o SIC, a Nicole fez um texto otimo sobre o assunto, mas ainda me preocupo com o aspecto psicológico, eu não ia querer andar com um aparelhinho grudado na minha barriga, será que o Igor vai querer? Imagine fazer um investimento desse porte e depois ele me dizer que não quer mais usar...
Nós visamos o melhor pra ele, mas será que  que eu penso ser o melhor realmente é?
Mal ou bem aplicando insulina com caneta, na maior parte do tempo ele não tem nada de diferente das outras crianças, as vezes precisa fazer dextro diante delas e é até engraçado, outro dia um menino perguntou se colocava as fitinhas na axila pra medir a glicose, outro achou a caneta IRADA, "-Poxa Tia, toda injeção podia ser assim, eu odeio seringas!"
Talvez tantas duvidas sejam porque ja nos adaptamos com a rotina, ja nos adaptamos as aplicações.
São tantas outras adaptações...
Precisamos chegar a quantidade de insulina segura para a aplicação do bolus, ainda é instável.
Eu realmente não acredito que ele possa praticar jiu jitsu com o aparelhinho na cintura.
São tantas duvidas...
Ele se animou com a possibilidade de ter o melhor tratamento para o diabetes, ele adora novidade, ama tecnologia, mas será que se agradará de uni-la ao seu corpo?

Enquanto buscamos informações peço todos os dias por chuva, só um pouquinho... E que esse inverno seco passe logo!!!!