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quinta-feira, 16 de julho de 2015

Hoje é dia dele: Kener Assis.


Pouco tempo depois que o Igor foi diagnosticado conheci o Kener Assis através das redes sociais, e também outros portadores de diabetes, mas ele me chamou a aatenção em especial pela pratica de atividades físicas de alto rendimento, quando ouvimos falar, conhecemos de longe, imaginamos logo: "Nossa, ele deve ter uma mega estrutura para conseguir ser atleta."
Tive a oportunidade de conhecer o Kener pessoalmente e compartilhar bons momentos de troca de informações, conselhos, palavras de conforto e principalmente de estimulo.
Não, o Kener não tem uma mega estrutura por traz das medalhas, ele tem garra e superação e isso so o torna mais admiravel como pessoa, como atleta e como portador de diabetes. Com certeza ele deve ter seus dias ruins, todos nós, com ou sem diabetes os temos, mas ele não desiste.

Hoje é aniversario dele, e essa é a minha forma de homenagea-lo, dividindo com vocês um pouco da historia dele:

"Há 15 anos, num exame periódico no trabalho, o triatleta Kener Assis descobriu que sofria de diabetes. Na época, embora um pouco afastado dos treinos, pedalava, corria e vivia uma fase intensa no trabalho, com problemas pessoais e estava às voltas com a conclusão de um curso superior. Combinação perfeita para alto índice de estresse.
- Saía muito cedo de casa e retornava por volta de meia noite, pois tinha que conciliar atividade profissional com a universidade. Tinha todos os sintomas e não me dei conta. Visão turva, fome e sede absurdas, perda de peso, urinava muitas vezes à noite, cansaço físico. Em pouco tempo saí de uma condição favorável de saúde para o diagnóstico de diabetes - disse o atleta, de 48 anos.
No início, ele chegou a se entregar às dificuldades que o diabetes impõe, negligenciando o tratamento e abusando da alimentação. 
- Desde garoto sempre gostei de atividades esportivas. No período do diagnóstico estava afastado do ciclismo e das corridas. Só conseguia fazer alguma coisa nos finais de semana: o básico. Refletindo, depois, percebi como aos poucos fui saindo do rumo seguro para uma direção que acionou o “gatilho” e trouxe o diagnóstico - disse Kener.
Entre as façanhas do triatleta estão cinco provas de ironman, algumas maratonas, ultramaratonas e dois desafios São Paulo-Rio, quando pedalou entre as duas cidades praticamente sem parar. O esporte o ajuda a conviver com o diabetes.
- Uma base bem estruturada te leva ao infinito e é composta de: orientação médica (endocrinologista), que fará a análise dos resultados dos exames e orientará sobre as medições glicêmicas e aplicações de insulinas; orientação sobre atividade física e esportiva (educador físico), que sabendo de sua condição prescreverá as atividades e o acompanhará durante a execução e orientação nutricional (nutricionista), que irá compor uma dieta alimentar e suplementar de acordo com sua condição e objetivos - destacou."
Fonte: Eu Atleta, Minha historia.


"Você já praticava esportes quando descobriu que tinha diabetes?
Desde garoto sempre gostei de atividades esportivas. No período do diagnóstico estava afastado do ciclismo e das corridas. Só conseguia fazer alguma coisa nos finais de semana: o básico. Refletindo, depois, percebi como aos poucos fui saindo do rumo seguro para uma direção que acionou o “gatilho” e trouxe o diagnóstico.

 O que mudou desde então? 
No meu caso diria que a mudança veio em fases. A primeira com o diagnóstico, onde um turbilhão de coisas me passou pela cabeça. Foram muitas informações em pouco tempo e a total falta de conhecimento do tema. Depois veio a negação, em que relutei em admitir e negligenciei o tratamento e a alimentação. Cheguei ao ponto de várias vezes abusar da alimentação e logo depois provocar vômito para ‘aliviar a culpa’ (risos). Como consequência foram diversas idas às emergências, pois são fases com tempo incerto, duram meses ou até anos! A grande virada foi uma passagem pela emergência hospitalar por conta de uma hiperglicemia. Após um ‘papo cabeça’ com um casal de médicos veio a aceitação. A partir disso entendi que a mudança era só minha e dependia única e exclusivamente de mim. Essa mudança é como uma porta onde só há fechadura por dentro. Somente quem está do lado de dentro (eu), pode abrir a porta da mudança. Assim o fiz. Passei a me questionar: como fazer para retomar o esporte sem ter problemas? Como conciliar tratamento e atividades esportivas?  Busquei me informar e em 2004 descobri um time maravilhoso, o Diabetes & Desportes (diabetesedesportes.com.br). Idealizado por dois amigos com diabetes, Marcelo Bellon (Curitiba) e Alexei Caio (São Paulo), temos como objetivo a troca de experiências sobre atividade física e o diabetes, tema escasso à época. Com isso veio a superação. Diria que a troca de idéias funcionou como ‘grupo de ajuda’ e a partir disso a mudança foi radical. Para melhor, claro!

De que forma o esporte o ajuda a conviver com o diabetes?
O bom controle do diabetes está condicionado ao que chamo de ‘tripé’. Uma base que uma vez bem estruturada te leva ao infinito e é composta de: orientação médica (endocrinologista), que fará a análise dos resultados dos exames e orientará sobre as medições glicêmicas e aplicações de insulinas; orientação sobre atividade física e esportiva (educador físico), que sabendo de sua condição prescreverá as atividades e o acompanhará durante a execução; orientação nutricional (nutricionista), que irá compor uma dieta alimentar e suplementar de acordo com sua condição e objetivos. Um detalhe: o apoio familiar é fundamental!
Portanto, o esporte é uma das ferramentas para um bom controle do diabetes além de nos dar a condição de conhecermos melhor o funcionamento de nosso corpo em diversas situações, o que é um diferencial e se torna vantajoso."


Parabéns Kener, por mais um ano de vida!

domingo, 4 de janeiro de 2015

Um 2015 com a hemoglobina glicada (HbA1c) dentro da meta!

"O seu médico já lhe disse para se empenhar em reduzir a sua HbA1c(Hemoglobina glicada)? Se você tem diabetes, provavelmente você já ouviu este conselho antes. Um teste de HbA1c(Hemoglobina glicada) mede o nível médio de controle de açúcar no sangue que você foi capaz de alcançar nos últimos três meses aproximadamente. Isso significa que tudo o que fazemos para ajudar a controlar o açúcar no sangue melhor, dia-a-dia vai melhorar os seus níveis HbA1c também. Altos níveis de HbA1c pode levar a graves complicações da diabetes, os quais são importantes evitar. Felizmente, com os esforços regulares e ajuda médica, você tem uma grande chance de controlar  os valores da glicose no sangue. 
A única maneira de diminuir o seu HbA1c (Hemoglobina glicada) é cuidar de sua saúde como um todo - não há solução mágica. No entanto, existem muitas maneiras de ficar mais saudável, dieta e exercício é uma maneira de  estar em conformidade com o seu tratamento e tomar os seus medicamentos para o controle da glicemia.
Vamos explorar algumas das maneiras que você pode trabalhar para ter seus níveis de  HbA1c(Hemoglobina glicada) mais baixa e melhorar sua saúde geral.

De volta aos princípios.

Dieta e exercício são partes vitais de gerenciamento do controle do diabetes. Claro, é mais fácil falar que fazer, levar a sério essas coisas, especialmente porque você provavelmente já viu todos os tipos de aconselhamento contraditório. Existem sites e livros que irão lhe dizer uma infinidade de maneiras de perder peso e obter o ajuste necessário, e pode ser difícil saber no que acreditar. Em vez de seguir a última moda ou improvisando sua própria dieta, considere fazer uma consulta com um nutricionista que tem experiência em ajudar as pessoas diabéticas. Um nutricionista pode ajudar você a criar uma dieta propria para uma pessoa com diabetes que irá promover a sua saúde geral - e se você aderir a ela, você estará bem em seu caminho para reduzir seus níveis de HbA1c(Hemoglobina glicada).
O exercício também é uma parte necessária no controle do diabetes, e você tem muitas opções nesta área também. Não importa muito o que você faz, desde que você esteja ativo por aproximadamente meia hora todos os dias. Se isso significa fazer um passeio ou se envolver num esporte ou outras atividades físicas depende de você. Pense no seu exercício como parte de sua rotina diária dos cuidados com diabetes, assim como testar a sua glicemia e tomar seus medicamentos.

Mantenha-se no caminho certo.

Também é importante para você seguir as ordens de seu médico sobre o tratamento do Diabetes ao pé da letra. Pode parecer difícil e cansativo controlar o diabetes a longo prazo. Na verdade, "diabetes burnout"* é um fenômeno reconhecido. Se é assim que você está sentindo, pense em como voltar no caminho certo do tratamento e adesão à medicação. Algumas pessoas consideram a terapia útil, enquanto outras pessoas descobriram que conversar com pessoas que vivem com diabetes ajuda a lidar com suas emoções sobre suas próprias situações e se envolver mais com sua própria saúde. 
Um nível de HbA1c mais baixo está dentro do alcance apenas se você cuidar de si mesmo em todos os sentidos - este vai bem além de apenas verificar a sua glicemia e tomar a sua medicação. Seja amável com você mesmo e tenha tempo para fazer as coisas que você gosta, mesmo quando você estiver determinado a obter  níveis de  HbA1c mais baixos."
*A síndrome de burnout é conseqüente a prolongados níveis de estresse no trabalho e compreende exaustão emocional, distanciamento das relações pessoais e diminuição do sentimento de realização pessoal.

Fonte:
http://www.diabeticconnect.com/diabetes-information-articles/general/1279-how-to-lower-your-a1c
Referências: http://www.hcnet.usp.br/ipq/revista/vol34/n5/223.html

quinta-feira, 8 de março de 2012

A CURA DO DIABETES 2 ANOS E 8 MESES DEPOIS

Não, o Igor não esta curado, é uma pegadinha, a mesma que os sites especializados tem feito conosco, pessoas que desejam muito a cura do diabetes.
Esta semana vi muitos links, pessoas compartilhando na rede a materia com o titulo "Alcançada cura de diabetes tipo 1 com células-tronco" :



Desde que o Igor teve como diagnostico DIABETES MELLITUS TIPO 1, tenho lido tudo sobre o assunto, principalmente sobre a cura, e depois de 2 anos e 8 meses, as noticias são as mesmas, as vezes aparece uma tecnologia nova para facilitar a nossa vida, mas nem sempre temos acesso, pois não se encontram disponiveis no Brasil, e importar medicamentos e dispositivos medicos, nem sempre vale a pena o investimento por não ter assistencia medica qualificada para lidar com a tecnologia.
De uns tempos para cá, eu parei de perder meu tempo, não acredito que vá mudar muita coisa a curto prazo, são sempre os mesmos textos, mudam os nomes dos pesquisadores, o titulo da noticia, mas no final é o mesmo conteudo, mas esta materia eu não poderia deixar de comentar.
A sensação que tenho é que nós precisamos ser meio que enganados, que querem criar em nós uma falsa esperança de nos livrarmos do tratamento do Diabetes, não querem que tenhamos uma verdadeira visão do que é A CURA DO DIABETES.


CURA
        A palavra cura já existia em latim com o sentido primitivo de ‘cuidado’, ‘atenção’, ‘diligência’, ‘zelo’. Havia também o verbo curo, curare, de largo emprego, com o significado de 'cuidar de', 'olhar por', 'dar atenção a', 'tratar’.[1] 
        Como termo médico, cura foi primeiramente usado na acepção de ‘tratamento’, conforme se lê em Celsus (séc. I DC) em seu livro III.9.1 : In hoc casu medici cura esse debet, ut morbum mutet (Neste caso ocuidado médico [ou do médico] é indicado para mudar o curso da doença).[2] 
        A evolução semântica da palavra cura, tanto em latim, como nas línguas românicas, operou-se em várias direções, sempre em torno da idéia de ‘cuidar de’, ‘exercer ação sobre’, ‘tratar’. 
        Como termo de medicina a mudança de significado decorreu do fato de que a cura, no sentido de tratamento, na maioria das vezes, modifica o curso da doença e restabelece a saúde do enfermo. 
        Deu-se, então, a metonímia, na modalidade em que a mesma palavra passa a expressar tanto a ação (no caso os cuidados médicos) como o resultado da ação (a recuperação da saúde). A metonímia é um fenômeno comum de linguagem. 
        Assim, cura passou a significar também o restabelecimento da saúde, a volta ao estado hígido, e esta nova acepção sobrepôs-se à primitiva no entendimento geral e no próprio vocabulário médico. 
        Em razão dessa evolução semântica, curar pode ser empregado tanto no sentido de tratar, cuidar de, como no sentido de debelar uma enfermidade, de restituir a saúde, de sarar
        Sarar deriva do verbo latino sanare, que se conservou intacto em italiano, e evoluiu para sanar em espanhol e sarar em português. A substituição de por r que se operou na língua portuguesa é explicada pela seguinte sequência na passagem do latim vulgar para o português arcaico: sanare saar > sar > sarar.[3] 
        Sarar é ‘ficar são', ‘recuperar a saúde’. Tanto pode ser empregado como verbo intransitivo (o doente sarou), como transitivo direto (o médico sarou-a daquela doença) ou ainda na forma pronominal (sarou-se do resfriado).[4] 
O DIABETES, é uma doença peculiar, ela não debilita, não é fatal, a menos que não seja tratada, quando aceitamos a doença e todo o seu tratamento como deve ser, esquecemos um pouco da palavra cura e passamos a buscar o melhor tratamento possivel.
O controle das taxas glicemicas é bem individual, afinal, o comportamento do diabetes se difere de um individuo para outro, o que é maravilhoso em termos de controle para o meu filho, pode não funcionar para o seu, mas que existe uma forma de controlar o DIABETES, isso existe e é possivel para todos.
Quando passei a buscar o melhor para o meu filho, percebi que DISCIPLINA E ACEITAÇÃO era o primeiro passo que precisava dar, a partir daí, ficou facil para os medicos nos direcionar para o melhor TRATAMENTO, até que chegamos a BOMBA DE INSULINA, isso é a cura? Não, mas é o que encontramos mais proximo da normalidade, mas para isso precisamos mudar o nosso conceito de "doença" e de "ser normal", meu filho é portador de uma doença cronica, mas que controlada, faz com que ele esteja em "estado de normalidade".
Estar doente, vulgarmente, pode significar ser nocivo ou indesejável, ou socialmente desvalorizado [...] O que é desejável é a vida, uma vida longa, a experimentação de sensações agradáveis, a capacidade de relacionar-se, a possibilidade de trocar vivências e afetos, a capacidade de reprodução, a capacidade de trabalho físico e mental, a força física e energética, a ausência de dor, um estado no qual o corpo sente o mínimo de desconforto e percebe a agradável sensação de “ser no mundo” (CANGUILHEM, 2000)
Fonte: http://www.revistas.ufg.br/index.php/fef/article/view/65/2683C 

Jamais submeteria meu filho a um processo de cura tão evasivo quanto o que tem sido anunciado, e os riscos não compensam(quimioterapia), e no final da materia, ("Isto significa que a dose diária de insulina necessária para manter os níveis de glicose no sangue pode ser reduzida.") fica bem claro que a necessidade de doses de insulina continua, são apenas reduzidas...
Hoje estamos com o melhor tratamento possivel, a bomba de insulina, nos livramos de todos os preconceitos sobre a palavra DOENÇA, e criamos novos parametros de vida e estamos felizes...

Quanto a esta CURA anunciada? Não, Obrigado!!!

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

PROTEÇÃO PARA A CÂNULA DA BOMBA DE INSULINA - PISCINA

Essa imagem é do Forum Children diabetes, o IV 3000 é bem parecido.
Nestes ultimos dias percebi que quando o Igor fica muito tempo na piscina a parte interna da proteção da canula, onde conecta o cateter, fica muito umido, as vezes com agua mesmo, o que deixa a pele enrugada e numa das vezes  quando fomos realizar a troca depois de dois dias de piscina, estava bem vermelho, passei uma pomada antialergica e cicatrizou bem rapido, mas foi uma preocupação, ja que não é simplesmente agua, é agua com cloro. Deduzo que com o longo tempo na piscina dissolva um pouco a cola do adesivo, entrei em contato com a medtronic e isso acontece mesmo quando o adesivo é exposto a um longo periodo na agua, que existe a solução ou de proteger a canula ou fazer a troca diaria pós piscina, algumas pessoas tem a pele que colabora para a aderencia do adesivo, outras não. Uma troca diaria no verão ninguém merece...

O Adesivo de proteção é conhecido como IV 3000, aqui no Brasil tem disponivel o inteiro o que pode colar no conector e tirar a canula do lugar, com cuidado acredito que seja viavel o uso para proteção durante longos banhos de piscina, esse adesivo eu só encontrei na Cirurgica Passos, tem de varios tamanhos.
Infusion Set IV3000 da Medtronic

Pesquisando sobre adesivos mais adequados encontrei o Infusion Set IV3000 da Medtronic EUA, estou tentando fazer a compra, tem uma certa burocracia, é necessario receita medica, mas para a compra via internet só é aceito o CEP de la, aceitam receita de medicos brasileiros, ainda não sei se é uma receita especifica para o adesivo ou se é apenas o pedido medico para a bomba de infusão, estou aguardando resposta.


Encontrei um blog "Box of Chocolates"a menina é usuaria da bomba de infusão, está usando o Set de infusão Mio, que está no video do post anterior, ela usa o adesivo, no caso dela o adesivo soltava mais cedo, e o problema foi resolvido, caso consiga comprar, ele chegará na primeira semana de janeiro e pretendo experimentar o quanto antes, por enquanto fiz o pedido na cirurgica passos, é mais rapido, e  assim que tivermos uma opinião formada postaremos aqui, e quem tiver alguma experiencia sobre o assunto, esta será bem vinda!

domingo, 20 de novembro de 2011

DIABETES E ESCOLA.

http://www.diabetesnasescolas.org.br


E la vamos nós, mudar de colegio de novo...
Dessa vez não é por falta de assistência, menos mal, o colegio encerrará as atividades, um bom colégio, que não estava mais se sustentando, numa área gigantesca e uma manutenção astronômica.
Vamos a todo processo de comunicação, informação e treinamento sobre diabetes.
A Escola para uma criança com diabetes deve ser escolhida com muito cuidado, não pela atenção que a criança vai ter, mas a atenção com todos os alunos em geral, uma escola onde a criança não é atendido de acordo com as suas necessidades individuais, onde o bem estar da criança não é prioridade, esta escola não será capaz de ter um aluno com diabetes.
Desta vez, eu não precisei buscar um colégio desconhecido, meu filho mais velho estuda num que me agrada muito a maneira com que lidam com os alunos, logo acredito que se existe uma atenção especial com alunos ja na adolescência, acredito que seja no minimo igual com os menores.
Como é de costume, antes da matricula converso com a diretoria, coordenadoria e enfermeiros, é mais uma sondagem de quanto eles sabem de diabetes em crianças e o quanto ainda estão dispostos a aprender, quando nesta conversa, você olha no olho das pessoas e não sente uma abertura para o assunto, é melhor desistir do colégio se for possível. Quando não é possível, será necessário muitas outras conversas até que todas as informações necessárias sejam passadas e assimiladas.
No ato da matricula, onde a pasta do aluno é aberta, eu costumo ja entregar a escola um documento de comunicação assinado por mim e pelo pai do Igor, neste documento eu coloco todo o tratamento, DEIXO CLARO QUE ELE NÃO ESTA PROIBIDO DE COMER DOCES, procedimentos em caso de hipoglicemias, procedimentos junto a educação física, etc... Eu copio a maior parte do texto do site COLEGA DIABETICO e adiciono as informações individuais do tratamento, logico que dependendo do colégio, ele vai exigir o GLUCACON, que é a glicose injetável.
Depois de entregue a parte teórica, tem a parte pratica, para o uso da insulina injetável é importante que o responsável esteja presente em pelo menos 2 primeiras aplicações.
No caso de usuários de bomba de insulina o primeiro procedimento a ser ensinado deve ser desativar a bomba e inserir dados, é muito fácil.
Quanto a criança e os amiguinhos, por todo esse tempo de diabetes, eles são muito mais receptivos com o tratamento do que os adultos, é indispensável que as crianças da turma saiba o que é diabetes e porque o amiguinho diabetico precisa as vezes de um horário especial pra lanchar, porque o amiguinho as vezes pode ficar nervoso e ter atitudes estranhas, o que fazer nessa hora.
Acredito que proteger uma criança num ambiente escolar, não comunicando as outras o que realmente ela tem e porque algumas atitudes em relação a criança diabética é diferente, um erro, isso pode levar a criança diabética ser vitima de BULLYING, sem informações as outras crianças provavelmente acreditarão que estão em desvantagem e que na sala tem um aluno que é melhor tratado que os outros, alem de apelidos isso pode gerar uma exclusão.
Em escolas anteriores, eu tive problemas com adultos, pais, nunca com amiguinhos do Igor, pelo contrario, ele mesmo conta sobre o diabetes, fala de alimentação e eles correspondem ajudando ele a lidar até mesmo com as hipoglicemias. Criança não é naturalmente preconceituosa, criança é naturalmente amiga e receptiva com as diferenças, o preconceito vem dos adultos, ou o próprio portador cria uma barreira geralmente imposta pela familia.
Eu espero realmente que o ano letivo de 2012 seja bom para o Igor, vai ser uma nova adaptação, mas como sempre tenho certeza que ele se sairá bem.

A FALTA DE INFORMAÇÃO ADEQUADA ALIMENTA O PRECONCEITO.

domingo, 16 de outubro de 2011

Bomba de Insulina e troca de descartáveis.

Quando optamos por fazer o teste com a bomba de infusão continua, foi iniciativa do Igor ao tomar conhecimento da terapia no ano passado na festa para crianças com diabetes, eu comecei a pesquisar e ler sobre os pós e contras, talvez isso tenha gerado uma ansiedade acima do normal, tudo que eu imaginei que podia acontecer guardei pra mim e independente do meu ponto de vista, o Igor, apesar de ter apenas 9 anos teria o direito a testar uma terapia de tratamento que sem sombras de duvidas é o melhor para ele.
Nunca falei com ele que algo poderia dar errado, embora me preocupasse, acho que no fundo foi medo dele ter uma desilusão, de não ser o que ele esperava, essas neuras de mãe.
O Igor ja me surpreendeu de cara, ele mesmo configurou a bomba com auxilio da enfermeira, no primeiro dia apenas reclamou um pouquinho de ter algo a mais junto ao corpo, pra todos nós foi um alivio, em todos os aspectos, fisicos e psicologicos, entrar no quarto do meu filho pela manhã, é mais leve, sei lá, mas eu e agulhas nunca nos entendemos bem, aplicar insulina no meu filho foi uma superação, tanto que a primeira aplicação pos diagnostico, com seringa, foi feita pelo pai, eu nunca toquei numa seringa de insulina, o que sinto agora é mais ou menos o que senti que fui apresentada a caneta.
Os primeiros dias de teste não foram cansativos como eu esperava, como ja fazia algum tempo que estavamos nos preparando, não houve muita oscilação da glicemia, estamos agora apenas nos ajustes noturnos, começamos com basal abaixo dos calculos e o bolus da ceia também, para evitar hipos severas, e vamos aumentando aos poucos, é mais seguro.
Tivemos alguns numeros acima de 200mg/dl, mas no ato soube onde havia errado, na contagem de carboidratos, eu as vezes erro com bolos e tortas e alimentos caseiros que possuem recheio em geral, sempre esqueço de contar os recheios e coberturas, só lembro com os numeros do pós.
O legal é que dá pra corrigir sem medo, a bomba dá a real quantidade de insulina ativa no corpo e dependendo da meta daquele horario faz um desconto automatico, é interessante também quando a glicemia está abaixo da meta e inserimos um bolus, automaticamente ela faz o desconto do valor da glicemia que ja está abaixo da meta, esta varia de acordo com o horario, durante a noite nossa meta é entre 100 e 160mg/dl e durante o dia 80 a 100mg/dl e raramente tem acontecido correções. O bolus mantivemos a relação que faziamos com a caneta, havia diminuido o da ceia mas foi necessario voltar a 1U/15g CHO.
Meu filho não se cansa de dizer que quando ele mede a glicose tem a sensação de estar curado, e garanto a vocês que ouvir isso não tem preço, só de saber que ele está muito feliz, mais leve, mais tranquilo, sem duvida nenhuma, estamos todos mais felizes.
Ele ja administra a bomba com autonomia, ainda precisa de auxilio apenas com a contagem de carboidratos, hoje por exemplo, esqueceu dos carboidratos da sobremesa no bolus, mas foi uma oportunidade dele aprender a lidar apenas com bolus sem a correção.
Esse video é da primeira troca de descartaveis, não ficou muito bom porque eu precisava prestar bastante atenção nas instruções, mas dá pra ter mais ou menos a ideia, de como é de facil manuseio.

Esta canula precisou ser retirada, pegamos um vasinho e ele estava sentindo um certo desconforto, fiquei apreensiva achando que o Igor ia desistir do teste, retirei a canula e dei alguns minutos para ele pensar.
(a canula é do tamanho da agulha para caneta 6mm e flexivel, a agulha sai após a aplicação, o dispositivo azul tirado por ultimo)
- Mãe, trocar a canula é de 3 em 3 dias não é? Quantas vezes eu tomava insulina?
- 7 vezes por dia.
- Então vamos colocar a bomba de novo, mas do outro lado.
Depois dessa troca, ja aconteceu outra e colocamos no local em que ele havia sentido desconforto.
Ele está mais consciente que ainda não existe tratamento 100% indolor, e que de uma maneira ou de outra picadas de agulhas vão acontecer e que pode doer.
O importante é aceitar que um tratamento é necessario e tentar encontrar o que mais se adequa as necessidades da criança e da familia. Parece que nós encontramos o melhor pra nós.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

3ª Blogagem Coletiva - Cura do Diabetes?! Uma causa perdida?!

Sinceramente, hoje não é um bom dia para escrever sobre esse assunto, talvez nenhum outro.
Tenho andado muito chateada, deprimida, sei lá...
Sugeri que falássemos sobre a pobreza e o diabetes, mas não tenho condições psicológicas para tentar imaginar a cena de uma família, 2 adultos e 3 crianças 1 delas diabética e uma renda mensal de menos de um salario minimo, simplesmente não dá pra imaginar a sobrevivência desta criança, se existir um caso de sucesso no controle por favor alguém me conta e me prova, porque ao meu ver é impossível com o tratamento que os diabéticos do brasil tem recebido do SUS um controle. Não quero imaginar, não quero mais pensar!!!
Alias, hoje eu queria não ter que pensar em DIABETES, queria tirar folga, não ver um glicosímetro, não ter que anotar nada, não ter que contar carboidratos, não ter que mexer com agulhas, não ter que aplicar insulina 7 vezes nem furar o dedo do meu filho umas 10.
E conscientizar as pessoas? Eu não consigo fazer isso a minha volta, algumas pessoas não conseguem entender que tem dias que eu fico com raiva, muita raiva por meu filho ter diabetes em outros eu fico triste embora na maioria das vezes eu "leve" tudo numa boa. A esperança de cura está cada vez mais longe, quase não a sinto mais, e quanto mais longe ela fica, maior é a dor quando eu canso dessa rotina.
Eu não penso mais em futuro, porque não tem como eu fazer isso sem me cobrar, se me policiar sem entrar na neura de que eu posso não estar fazendo a coisa certa, de que daqui a 10 anos meu filho pode estar com sequelas, tem tanta coisa que eu queria sonhar pra nós, mas se eu sonhar eu vou ser mais autocontroladora, eu sou perfeccionista comigo mesmo.
Não sei se a maioria das pessoas sabem o que é medo de perder um filho aos poucos, ou se elas preferem apenas ignorar que esse sentimento existe em mim.
Estou cansada das pessoas falando, escrevendo e publicando que uma crianças com diabetes pode levar uma vida normal, a criança vai ter com certeza, vai fazer tudo que toda criança faz, mas e quem cuida dessa criança?
Hoje está chovendo e frio, em dias de chuva e frio a glicemia do Igor descontrola.
É semana de prova, em época de prova a glicemia do Igor descontrola.
Ele está ansioso pra saber se vamos a Curitiba ou não, eu não posso dar essa resposta, nem quero mentir para o meu filho, quando ele fica ansioso a glicemia descontrola.
Eu e o pai dele estarmos estressados um com o outro, quando nos estressamos a glicemia do Igor descontrola. (e se você pensar, "então porque se estressa com o pai dele?" é mais uma daquelas pessoas que não consegue perceber que sou um ser humano)


Meu filho hoje é um $ para os laboratórios e uma estatística para o governo e essa situação não me deixa nada confortável, e vamos combinar, é agora e vai ser sempre!!!

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Controlar o diabetes cansa, mas desistir NUNCA!

Cansamos de tudo em algum tempo, as vezes canso de controlar o diabetes, em outras estou cansada demais pra controlar o diabetes e acredito que isso vá acontecer com meu filho ao longo da vida, mas o que não devemos NUNCA é desistir da vida, é... quando desistimos de controlar o diabetes, estamos desistindo da vida, do futuro.
Ontem foi um dia em que eu estava cansada demais pra seguir todas as ordens medicas para este mês. No mês anterior conseguimos chegar a uma quantidade certa de insulina para o dia, passamos o dia maravilhosamente bem com as novas quantidades de Novorapid, mas a noite foi um horror, então, durante um mês devo aplicar insulina a partir de 80, medir para ver o resultado a meia noite e dependendo posso ir dormir tranquila, ou senão, corrigir e esperar mais um pouco. Ontem as 22:00 ele estava com 212mg/dl aplicamos 2U de Novorapid, ele comeu 30g CHO e foi dormir, há meia-noite 82 mg/dl corrigi e 40 min depois 85mg/dl não dava pra esperar mais um pouco, meus olhos estavam fechando, peguei um colher de sobremesa de açucar com um pouco de agua dei pra ele e fui dormir, por um momento me senti muito mal com aquela atitude, mas Deus sabia em que estado eu me encontrava, não dá pra forçar a barra e toda manhã é um novo começo, acordou com 119mg/dl, nada mal.
E então começamos tudo de novo, não posso desistir nunca, eu ainda tenho todos os sonhos para meu filho que tinha antes dele ter diabetes, primeira namorada, primeiro amor, primeira decepção, vestibular, universidade, formatura, primeiro carro, primeiro emprego, casamento, filhos quero que ele viva tudo isso, quero estar com ele em todos esses momentos e quero que esteja bem, saudavel pra viver sem culpa, eu também quero viver sem culpa, dele eu não quero nem ouvir obrigado, só quero ve-lo feliz e saudavel.
Quando meu filho mais velho era bebê, eu lia muito a revista pais e filhos, uma vez li e nunca mais esqueci, se é pra errar, que seja pelo excesso de amor e cuidados, nunca pela falta.

Outro dia o pai dos meus filhos me disse que me dedico demais a eles e talvez ele nunca reconheçam isso, mas quem se importa, o que eu quero saber la na frente é que minha parte na maternidade foi executada com excelência, me preocupo com boa educação, bons ambientes, boas amizades, e sempre, mesmo antes do diabetes com boa alimentação, perco uma festa numa boa por conta deles, o que eu não posso é correr o risco de perder eles por conta de algumas festas, jamais suportaria ouvi lá frente o Igor me dizer "Mãe, porque você não cuidou de mim enquanto era tempo" ou "Mãe, se você tivesse cuidado de mim enquanto eu não sabia cuidar de mim mesmo, hoje eu enxergaria, ou hoje eu teria meus membros inferiores". Não consigo me imaginar ouvindo isso, nem nos meus piores pesadelos.
Nem tudo na vida podemos evitar, mas quando fazemos a nossa parte podemos atenuar muitos acontecimentos.
Eu posso me cansar o quanto for, posso parar por um dia, posso perder para o diabetes hoje, mas amanhã, quando o despertador tocar eu vou começar tudo de novo, eu vou zerar o placar e tentar manter as vitorias do meu lado, porque meu filho é a razão da minha vida, desistir do controle, é desistir dele, desistir de mim!

sábado, 4 de junho de 2011

Dia de provão. Controle do diabetes.

Bandeja de desjejum, esse menino vai se acostumar mal.
Depois de 22 dias de intensivão, hoje foi o dia do provão, Exames de sangue.
Espero que a Hemoglobina Glicada nos deixe um pouco mais aliviados.
Além de saber se conseguimos bons parametros nesses ultimos dias também fomos realizar aqueles exames mais complicados que ainda não consegui entender direito pra que eles servem, eu só sei que estamos investigando a instabilidade na razão da insulina de ação rapida e os motivos para ausencia de crescimento no Igor, que tem como possibilidade: uma proteina estar se comportando no lugar da insulina, puberdade precoce e variações no peptideo C. Sinceramente espero encontrar uma resposta para falta de crescimento do Igor.
Hoje eu senti ele meio de saco cheio, na hora do exame ameaçou chorar, disse que não era a dor, meu coração ficou apertadinho, eu senti um certo cansaço de tantos exames, nos ultimos 3 meses fomos 4 vezes ao laboratorio, o que mais me orgulha dele é que rapidamente ele se recompõe, ele sabe que tem que fazer o que precisa ser feito, claro que ele tem apenas 9 anos, não é facil lidar com o controle do diabetes, mas é entendendo que algumas coisas não podem ser deixadas de lado e nem pra depois que vai garantir um futuro sem sequelas a ele, mas quem disse que educar um filho é facil? Poderia ser outra coisa que ele seria obrigado a conviver, um ambiente com drogas, violento, em guerra, mas é com o Diabetes que ele precisa aprender a conviver.
Teve um outro fator, quase nunca esperamos pra sermos atendidos, mas hoje foi diferente, uma companheirinha de diabetes, a Yasmin, 9 anos diabetica desde os 4, acho que ele sentiu um pouco de ciumes também, não era mais a unica prioridade, acostumado a um tratamento VIP, hoje teve que dividir.
Fora dos consultorios medicos, daqui do blog e dos grupos na internet, nunca tinhamos encontrado outra criança com diabetes, foi a primeira vez.
Bom, hoje o dia vai ser punk, a coleta do sangue altera a glicemia do Igor naturalmente, por conta do estresse e ainda temos 2 festinhas de aniversario pela frente, daquelas que deixa e depois volta pra pegar, pelo menos hoje o risco de hipoglicemia é baixo, mas em compensação a hiper vai lá no céu, vou fazer o que puder para manter o controle, mas hoje resolvi que vou pegar leve, deixa-lo bem a vontade, evitar ao maximo dextros fora do horario, hoje ele está num daqueles dias em que precisa não pensar em diabetes e isso acontece comigo, com você, com qualquer diabetico, hoje é um daqueles dias que ele não quer saber quando deu a glicose nem o quanto de insulina vai tomar, é daqueles diz em que só se verbaliza valores abaixo de 100mg/dl.
Mas o que importa é que o sol está começando a dar o ar da graça e ele está cheio de planos para as festinhas.
Bom final de semana!

domingo, 15 de maio de 2011

Você tem medo da hipoglicemia?

Dia da Familia na escola, Igor soltando pipa.


Eu ja tive muito medo, acredito que seja natural quando temos o filho recém diagnosticado, quando ouvimos a palavra "convulsão" as pernas bambeiam, principalmente quando seu filho ja teve uma, lembro que uma vez acordei com o Igor do meu lado se debatendo, era convulsão febril, tinha uns 3 anos, não se sentia bem um anjo fez com ele fosse se deitar na minha cama, caso contrario eu não teria visto, foi horrivel, alguns segundos que pareciam horas. É traumatizante. Parei num hospital com ele de camisola e nem me dei conta disso.

Logo no começo do diagnostico de Diabetes, eu não dormia, media a glicose antes dormir, 2 horas depois, isso era por volta de meia noite e acordava as 3 horas da manhã para medir de novo, não lembro exatamente quanto tempo fiquei nesta rotina, só sei que comecei a ficar extremamente cansada e a perder a hora as 7 da manhã, e foi quando pedi a Deus que me desse força e comecei a confiar mais nos medicos e nos numeros. Hoje tenho uma noite de sono tranquila, com o tempo sabemos exatamente como serão os numeros pela manhã, o quanto de carboidratos sustenta a glicose por uma noite. As vezes ainda meço de madrugada, quando vamos a uma festa por exemplo e ele brinca muito e vai dormir com numeros normais, quando acordo do nada com o pensamento nele, e é sempre na hora certa que tudo está no limite. Eu confio em Deus e Ele não tem falhado, mas faço a minha parte exatamente como tem que ser feito, Deus existe para o improvavel, Deus interfere no improvavel, naquilo que não poderiamos evitar. Por isso acredito nEle e tenho a certeza que está conosco em todos os momentos.
Essa coisa de ter medo da Hipoglicemia também tem haver com a confiança em si mesmo e nas pessoas que estão com seu filho. O Igor hoje estuda num "campus", como o colegio é grande, a foto acima é apenas do campo de futebol, mas diferente de antes, não tenho medo de que ele tenha uma hipo no colegio, antes ele estudava num colegio muito menor mas eu vivia um eterno medo de que ele tivesse uma hipo e ninguém visse, no banheiro, sei lá, eu tinha muito medo. Nos primeiros dias dele neste novo colegio, fiquei apreensiva, muita arvore, uma criança sai da linha visão com facilidade, e se ele numa crise de hipo de afastasse do grupo? hoje não me pergunto, ja teve hipo de 40mg/dl e eles fizeram exatemente o que deveria ser feito, apenas me ligaram para confirmar os procedimentos e porque estavam preocupados ja havia se passado 20 minutos e ele ainda estava meio aereo, era a primeira vez que eles lidavam com isso e se sairam muito bem, logico que no começo eu informei ao colegio todas as possibilidades e todas as atitudes que deveriam ser tomadas. Eu confio no colegio como confio em mim. Então o controle está melhor, somos parceiros em busca do melhor para o Igor.
Muitas mães não tem essa sorte de poder confiar como eu confio hoje, são muitos fatores que levam a isso, mas uma delas você mãe de um DM1 pode amenizar, procure o colegio, fale de tudo principalmente do resultado de um mal controle a longo prazo, lembrando que nem todo mundo sabe o que é diabetes e para saber da necessidade do tratamento é necessario conhecer, ensine tudo o que foi ensinado a você, se abra para as pessoas a sua volta, as vezes a mãe daquele amiguinho do seu filho quer aprender a lidar com o diabetes em nome da amizade dos seus filhos mas não tem como chegar a você porque você acha que é a unica pessoa que pode e sabe fazer isso, por incrivel que pareça é mais facil um estranho querer aprender a aplicar insulina do que um parente, vivo isso, e sei de outras mães que também vivem essa realidade. Pessoas que conheço a pouco tempo sabem mais de como controlar o diabetes do que a familia do meu filho, se interessam mais, sentem admiração pela atitude responsavel dele com o tratamento, enquanto a familia sente pena, foge da realidade e nega terminantemente que o tratamento é o conjunto, aplicar insulina é apenas parte dele.
Sinceramente, hoje eu tenho mais medo do preconceito do que de hipoglicemia.
Ontem eu li um estudo a respeito desse medo de hipoglicemia relacionado ao diabetes tipo 2 porém isso acontece também com o tipo 1, e muito mais frequente do que se imagina.

"Na prática clínica, os médicos confirmam que se deparam com pacientes que costumam manter a glicemia mais elevada apenas para evitar a hipoglicemia. “O problema é que, com o tempo, o alto índice de açúcar no sangue pode levar a complicações degenerativas importantes da diabete”, avisa o endocrinologista Saulo Cavalcanti, presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD)"

Estudo na integra: http://www.portaldiabetes.com.br/conteudocompleto.asp?IDConteudo=10001638

Pense bem, de onde vem o seu medo? O quanto você confia no seu medico? Se a dose de insulina recomendada não for aplicada o médico nunca saberá do efeito da insulina no individuo e não terá base para ajustar as doses e melhorar o tratamento, Diabetes tipo 1 precisa de ajustes constantes por isso consultas de 3 em 3 meses em alguns casos com um periodo menor de retorno.

O bom controle hoje é que vai determinar a saude de seu filho quando for apto a cuidar de si mesmo.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Novo Blog: Contando Carboidratos.

contandocarboidratos.wordpress.com/

Antes de mais nada, gostaria de lembrar que só um nutricionista pode indicar a melhor dieta pra você, que neste espaço e no novo blog, estamos apenas compartilhando informações.

Eu não sei como é a vida de um diabetico sem a contagem de carboidratos, não sei mesmo!
Quando ele esteve internado pós diagnostico, apenas tiraram o açucar, foi dificil controlar porque além dele estar usando a insulina NPH a qual não se adaptou, as refeições ou eram com muito carboidrato, ou com abaixo da quantidade necessária para a dose de insulina que havia tomado.
Saimos do hospital num domingo e na segunda ja estávamos no consultório da Erika que é a nutricionista do Igor desde então.
Até o final do ano passado, tínhamos a razão da rápida para os carboidratos, mas não usávamos o bolus, a rápida era só para correção.
Hoje é tão natural pra mim calcular os carboidratos do que o Igor vai comer que parece que fiz isso a minha vida inteira, mas as vantagens que a contagem de carboidratos trouxe pra mim, vai além do controle do diabetes. 
Quando o Igor foi diagnosticado, eu pesava quase 80k, estava assustada com meu peso, meu filho mais velho estava com 11 anos e vestindo 42, em menos de 2 meses estávamos de volta a forma física, e o legal disso tudo é que nenhum de nós recuperou o peso perdido.
Não tenho a contagem de carboidratos como uma forma do meu filho comer de tudo, nenhuma de nós tem, é uma forma de dar mais flexibilidade e liberdade de escolher o que vai comer, não abro mão das frutas e legumes nas principais refeições, mas uma vez ou outra, ele vai ao Mc Donald's, ele toma sorvete com os amigos, ele come o que sentir vontade numa festa de aniversário, mas com toda a certeza, não acontece todos os dias. A grande diferença é que eu sei a quantidade de insulina que ele vai precisar tomar para baixar a glicemia referente ao que ele vai comer.
O novo blog é meio de trocar informações com quem ja faz a contagem de carboidratos, porque ela é muito mais complexa do que parece, apenas um nutricionista pode orientar e autorizar a mudança na dieta.
Espero que o blog possa ser util, e incentive a quem não faz contagem de carboidratos a procurar um nutricionista e aderir a dieta.

domingo, 9 de janeiro de 2011

Hemoglobina Glicada 7,8%

Por mais que seja esperado, esse resultado é um balde de agua fria.
Me deixa com uma sensação de impotência devastadora.
Não é simplesmente por não controlado a glicemia como devíamos, é pelo fato de saber que existem fatores que também alteram a glicemia que não posso manter longe do meu filho.
Eu achei que estava preparada, mas não estou, dá uma certa revolta ver pessoas ligadas ao meu filho se preocupando tanto com coisas menores, julgando o que não conhecem, e simplesmente ignorando o fato de que na família existe uma criança com diabetes e que diabetes não espera final do mês, nem boa vontade. Na verdade nenhuma criança deveria esperar por boa vontade de alguém.
Hoje desde a hora que vi os resultados do exame, ja chorei de raiva, de medo, de insegurança, de aflição e de felicidade.
Sinto raiva do egoísmo alheio, medo de não segurar a barra de cuidar do meu filho sozinha, insegurança em relação ao futuro e o que não posso controlar, de aflição por ter feito tudo e esse tudo foi pouco e felicidade por Deus ter me dado uma MÃE maravilhosa que fez com que eu me tornasse quem sou hoje, não é qualquer um que pode agradecer por ter se tornado um ser humano fantástico.
Não sei lidar com reprovação, sou assim, mas tenho que aprender a lidar com isso, sei que essa é a mais alta Hemoglobina Glicada desde o diagnóstico, mas também sei que não será a ultima da vida dele, então tenho que aprender a lidar com isso.
É hora de sacudir a poeira e partir para o próximo período.
Não posso me esquecer jamais os motivos que me levaram a tatuar uma fenix nas costas, ela pra mim é um símbolo. Símbolo de que, aconteça o que acontecer, eu preciso me renovar, renascer, levantar e fazer o que precisa ser feito.
A primeira coisa a fazer é comprar o liquido para teste do glicosimetro, houve diferença entre o laboratório e o glicosimetro, glicosimetro 69mg/dl e laboratório 117mg/dl.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Encontro para crianças com Diabetes-RJ

Igor, Dr Jorge (Martagão Gesteira/Fundão) e sua filhinha
Este foi o primeiro encontro para crianças com Diabetes que participamos, vocês não tem noção de como o Igor ficou ansioso, eu me assustei com a Glicose 417mg/dl, isso sem comer, as vezes brinco que ele se alimenta de emoção. Graças a Deus chegando em casa voltamos a números menores de 120 antes das refeições, mas foi um susto já que ele apresentava alterações nos números desde o dia anterior, tudo por conta da ansiedade.
Igor namorando a bomba de infusão
Neste encontro houve uma apresentação da  Paradigma 722® lógico que o Igor não ia perder a oportunidade de olhar bem de perto, achei que ele fosse ficar mais encantado, mas ele sabe que isso pra nós é a longo prazo, como dizem os médicos, em time que está ganhando não se mexe, ele raramente tem a necessidade de insulina de ação rápida então 1 aplicação por dia é melhor que a bomba de infusão, sem contar que até chegarmos a uma conclusão de doses seguras levaria tempo, a bomba de infusão dispensa o uso da basal, isso eu não sabia, é usado apenas a insulina de ação rápida.
Mas o que nos encantou foi o "monitor continuo de glicose", isso sim, resolveria nossos problemas de imediato, tudo porque nosso maior medo e o que limita um pouco a nossa liberdade é a assombração da hipoglicemia, o monitor contínuo de glicose enviam um sinal para uma espécie de pager indicando quando seus níveis de glicose estão muito altos ou muito baixos e rapidez com que estão mudando. Isto irá permitir que o Igor sozinho resolva o problema, imagine, ele brincando ter que parar, lavar as mãos, secar, medir e depois corrigir, sem contar que ele não tem sintomas de hipo, agora imagine ele ouvir um sinal pegar qualquer coisa e comer e continuar brincando... Sem sombra de duvidas muito melhor. Vou pesquisar preços, se existe teste como a bomba de infusão e depois escrevo sobre isso. É promessa.


Crianças com o animador da festa
O Igor amou a festa, já quer outra, o único ponto negativo do evento foi o pouco tempo que todos passamos juntos, nem deu muito tempo para as crianças interagirem umas com as outras, os filhos das minhas novas amigas interagiram melhor, já pre adolescentes, em idades mais próximas.
Acho fantástico essa coisa chamada empatia, vi três meninos destacados e brinquei com eles, não queriam se misturar com as crianças, rsrsrsrs, entendo bem, tenho um desse em casa, de cara gostei muito dos três, de repente me apresentam, o JP da Nildys, o JP da Elaine e o Arthur(xará do meu filho primogênito) da Lucinha. Fantásticos!!!

Educadora Física Ester Pinto-Diabest, depoimento sobre bomba de infusão
Elaine, Lucinha e Eu
Vocês creditam que ambas fora sorteadas? Uma com um ursinho que vem com um glicosimetro de acessório a outra um glicosimetro brezze 2, e eu nada!!! Só um comentário, rsrsrsrs, o ursinho meus machistas reclamariam até não poderem mais e o Brezze ja tenho, fica o link para promoção de fitas para Brezze2.
Nildys e Eu
A Nildys é a mais nova mamãe do time, ainda se adaptando, boa sorte!!! Ela também já tem um Blog:  Doce dia-dia

Meninas amei conhecer vocês!!!!


segunda-feira, 15 de novembro de 2010

O Diabetes e a desinformação.




Ontem foi o Dia Mundial do Diabetes, pra mim foi um dia triste, a midia os orgãos governamentais simplesmente ignoraram este dia, o objetivo desta data, que é a informação e prevenção ao Diabetes.
Aqui no Rio, o prefeito resolveu fazer o viradão esportivo, não menos importante mas tão importante quanto, já que as previsões para novos casos de diabetes é assustadora. Sem contar que o Rio é campeão em amputações como sequelas do Diabetes, investir em prevenção e informação, é investir em saúde, investir no SUS.
Mas o que me deixou mais triste, foi um comentário que recebi neste vídeo acima, ele foi feito com o objetivo de estimular a Vivi a comer mais legumes e verduras, que é indispensável a dieta do diabético. Não sei se alcancei o objetivo, mas valeu a pena, porém um diabético provavelmente descontrolado resolveu critica-lo, descontrolado porque a alta da glicemia causa irritabilidade e agressividade, única explicação para alguém comentar algo de forma negativa sem saber a que se refere. O comentário foi o seguinte:

"pow ....desculpa mais,esse sensasionalismo idiota c/a diabetes é muito chato....
existem formas de controle com UR/ em que essa criança poderia comer outros alimentos de acordo c/ sua vontade,possuo diabetes à13 anos conheço de tudo sobre o assunto ....observem que a criança parece nem ter um bom "apetite"...
Controlar sim e sempre, mas com essas limitações exageradas ,é de acabar com qualquer diabético,...me sentir no século xx ao ver o video,porém cada um com sua forma de pensar*"


Tal pessoa se identifica como diabético e conhecedor profundo do assunto, há controversias, um conhecedor do assunto saberia que se trata de contagem de carboidratos, um conhecedor do assunto saberia que mesmo sem apetite um insulino dependente tem que fazer as refeições caso contrario terá uma hipoglicemia severa, quanto a liberdade na alimentação, meu filho tem, ele escolhe o que vai comer, mas a quantidade de carboidratos é predefinida, ou será que tal pessoa come pizza no almoço? ou batata frita com macarrão? ou será que ele sugere miojo? Sei lá é cada uma que me aparece......
O comentarista do vídeo termina dizendo que cada um tem sua forma de pensar, NÃO, cada um tem uma maneira de controlar seu diabetes, cada um tem seus objetivos e os objetivos médicos diante dos diabetes.
Os meus objetivos é que o Igor tenha uma vida normal, "saudavel, e sem sequelas, o objetivo dos médicos é que ele nunca chegue a próxima refeição acima de 120mg/dl, que a Hemoglobina glicada seja inferior a 8,0%, que ele não tenha muito episódios de hipoglicemia e principalmente que ele se desenvolva fisicamente dentro da normalidade.
Não sei quais são as metas desse cara, muito menos quem ele é, então resolvi ignora-lo e deletar tal comentário.
O que me deixa mais triste, não é a desinformação das pessoas que não tem diabetes, e sim dos próprios diabéticos. Vou fazer uma lista do que os diabéticos fazem que me deixam irritada ou triste:
  • Quando me criticam por deixar meu filho comer um doce.(fazemos contagem de carboidratos e temos a insulina de Ação rápida)
  • Quando relacionam o diabetes do meu filho a possibilidade dele ter comido muito doce.
  • Quando teimam comigo que um dia meu filho não vai mais precisar de insulina.
  • Quando se comparam ao meu filho como "coitados".
  • Quando criticam a quantidade de dextro por dia.
  • Quando dão certeza de que é possível controlar apenas com alimentação.
  • Quanto me criticam por eu não aderir aos tratamentos naturais em substituição a insulina.
  • Quando falam na frente do meu filho que a vida com diabetes é horrível.
Poderia listar muito mais, mas o que todo diabético deve saber é que:
  •  "O TRATAMENTO É INDIVIDUAL", o que funciona pra um pode não funcionar para outro.
  • Quem trata de diabetes é ENDOCRINOLOGISTA.
  • Que o colesterol interfere diretamente no controle da glicemia.
  • Consumir frutas. legumes e verduras é indispensável.
  • Que fazendo contagem de carboidratos pode-se comer de tudo, inclusive doces.
  • Que a insulina de ação rápida é para corrigir a glicose e não a gula.
  • Que diabético obeso ou sedentários tem mais chances de desenvolver doenças cardíacas.
  • Que é possível viver bem e ser feliz controlando o diabetes.

Que tipo de diabético ou mãe de diabético você é?
Você acha que seu tratamento é o único que funciona?
Nós somos felizes, muito felizes, tem dias em que é como se o Diabetes não existisse em nossas vidas, lidamos com ele de uma forma tão natural que quando ele mostra a sua verdadeira face nos surpreendemos.





terça-feira, 9 de novembro de 2010

D-Blog Day sobre Diabetes



Dia D-blog foi iniciado em 09 de novembro de 2005 durante o mês da consciênciado Diabetes, para ajudar a unir os blogueiros diabéticos e criar a consciência sobre o diabetes.O tema deste ano é: 6 coisas que você quer que as pessoas saibam sobre o diabetes.


São tantas as informações que acho necessária para as pessoas a minha volta sobre diabetes, que daria um livro, desde que o Igor foi diagnosticado, fui percebendo que muita coisa sobre diabetes que se ouve falar nada mais são do que mitos. A grande verdade é que é possível viver bem e feliz controlando o Diabetes.
Vou Listar 6 pontos que acho importante as pessoas saberem.

  1. Diabetes tipo 1 ou diabetes Juvenil é uma doença auto imune.Não existem culpados quando uma criança é diagnosticada com Diabetes, ela simplesmente acontece. A Criança não tem diabetes porque comeu muito doce, ou deixou de praticar exercícios.
    O diabetes Tipo 1 aparece como resultado de uma destruição das células beta produtoras de insulina por engano, pois o organismo acha que são corpos estranhos. Isso é chamado de resposta auto-imune. Este tipo de reação também ocorre em outras doenças, como esclerose múltipla, Lupus e doenças da tireóide.
    Os pesquisadores não sabem exatamente por que isso acontece. No diabetes, porém, encontram-se vários fatores que parecem estar ligados ao diabetes tipo 1. Entre eles incluem-se a genética, os auto-anticorpos, os vírus, o leite de vaca e os radicais livres do oxigênio.
    Fonte: http://www.diabetes.org.br/diabetes/tipos/dm1.php
  2. Diabetes Emocional não existe.
    O que pode acontecer é um descontrole glicemico maior por conta do estresse e outros fatores emocionais, mas isso não significa que a pessoa só é diabética quando tem um fator emocional envolvido, a pessoa é DIABÉTICA é ponto.
    "Não existe diabetes emocional. A doença pode, sim, ser desencadeada por um problema de ordem psíquica, porém, somente em quem apresenta condições para issoDurante uma situação de tensão emocional, o corpo libera hormônios, como a adrenalina e o cortisol, que têm ação contrária à insulina" explica Marcos Tambascia, professor de endocrinologia da Universidade Es tadual de Campinhas (Unicamp) e presidente da SBD
  3. Evitar açúcar significa controlar o diabetes. 
    Não. Além de alimentação saudável e atividade física, o controle pode ser feito por meio de medicações orais, para aumentar a produção ou melhorar a ação da insulina, e reposição de insulina, conforme a indicação médica individualizada.
    Muita gente acredita que um diabético controlado é aquele que apenas não come açúcar, isso é um engano, frutas, carboidratos e gorduras também se transformam em glicose, consumir frutas em excesso pode causar um descontrole glicemico.
  4. Produtos "diet" são feitos para diabéticos mas NÃO podem ser consumidos a vontade.
    Nem tudo que é diet é bom, alguns produtos compensam o açúcar com gorduras e no final das contas continuamos na mesma, mesmo que o produto seja diet mais contenham outros ingredientes que se transformam em glicose, não deve ser consumido a vontade.
  5. Valorize o colorido das refeições.
    Folhas verde-escuras: Agrião, chicória e rúcula ajudam a reduzir a gordura abdominal e são fontes naturais de ferro e iodo, minerais deficientes nos diabéticos. 
    As verduras e legumes crus, são, principalmente, fontes de fibras, vitaminas e minerais. Alguns legumes que se comem cozidos fornecem, além desses nutrientes, carboidratos, ou seja, podem ser considerados alimentos reguladores e energéticos, esses devem ser consumidos com moderação. Verduras e legumes devem estar presentes nas duas principais refeições do dia, crus e cozidos.
    ALIMENTOS DE CONSUMO LIVRE: Alface, acelga, agrião, broto de feijão, beringela, aspargos, aipo, bertalha, repolho, palmito, abóbora d'agua, aipo, nirá, brocolis, chicória, coentro, cebola, cebolinha, salsa, espinafre, hortelã, jiló, couve, couve-flor, pimentão, pepino, rabanete, tomate, maxixe, limão, mostarda, alho, chás como erva-doce, hortelã, capim-santo, camomila.
    Ingredientes suficientes para se caprichar na salada, saciar a fome e manter um bom controle glicemico.
  6. Ainda não há cura para o diabetes.
    Porém, estão sendo realizados estudos que, no futuro, podem levar à cura. Para o diabetes tipo 1, está sendo estudada a terapia com 
    células-tronco em pacientes recém-diagnosticados. Já para o diabetes tipo 2, os estudos com a cirurgia de redução de estômago (gastroplastia) têm mostrado aparentes bons resultados, mesmo em pacientes que não estão acima do peso. Salienta-se que esses métodos ainda são absolutamente experimentais
    .

    Enquanto isso, o que todo diabético deve fazer é seguir as recomendações medicas, Aguardar a cura sem sequelas é o nosso lema. não sou diabética, sou codiabetica, mãe de um menino maravilhoso portador de diabetes tipo1, que tem consciência de que de nada vai adiantar a cura se ele não estiver controlado.


    VAMOS CONTROLAR O DIABETES AGORA!!!!!!





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