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domingo, 20 de novembro de 2011

DIABETES E ESCOLA.

http://www.diabetesnasescolas.org.br


E la vamos nós, mudar de colegio de novo...
Dessa vez não é por falta de assistência, menos mal, o colegio encerrará as atividades, um bom colégio, que não estava mais se sustentando, numa área gigantesca e uma manutenção astronômica.
Vamos a todo processo de comunicação, informação e treinamento sobre diabetes.
A Escola para uma criança com diabetes deve ser escolhida com muito cuidado, não pela atenção que a criança vai ter, mas a atenção com todos os alunos em geral, uma escola onde a criança não é atendido de acordo com as suas necessidades individuais, onde o bem estar da criança não é prioridade, esta escola não será capaz de ter um aluno com diabetes.
Desta vez, eu não precisei buscar um colégio desconhecido, meu filho mais velho estuda num que me agrada muito a maneira com que lidam com os alunos, logo acredito que se existe uma atenção especial com alunos ja na adolescência, acredito que seja no minimo igual com os menores.
Como é de costume, antes da matricula converso com a diretoria, coordenadoria e enfermeiros, é mais uma sondagem de quanto eles sabem de diabetes em crianças e o quanto ainda estão dispostos a aprender, quando nesta conversa, você olha no olho das pessoas e não sente uma abertura para o assunto, é melhor desistir do colégio se for possível. Quando não é possível, será necessário muitas outras conversas até que todas as informações necessárias sejam passadas e assimiladas.
No ato da matricula, onde a pasta do aluno é aberta, eu costumo ja entregar a escola um documento de comunicação assinado por mim e pelo pai do Igor, neste documento eu coloco todo o tratamento, DEIXO CLARO QUE ELE NÃO ESTA PROIBIDO DE COMER DOCES, procedimentos em caso de hipoglicemias, procedimentos junto a educação física, etc... Eu copio a maior parte do texto do site COLEGA DIABETICO e adiciono as informações individuais do tratamento, logico que dependendo do colégio, ele vai exigir o GLUCACON, que é a glicose injetável.
Depois de entregue a parte teórica, tem a parte pratica, para o uso da insulina injetável é importante que o responsável esteja presente em pelo menos 2 primeiras aplicações.
No caso de usuários de bomba de insulina o primeiro procedimento a ser ensinado deve ser desativar a bomba e inserir dados, é muito fácil.
Quanto a criança e os amiguinhos, por todo esse tempo de diabetes, eles são muito mais receptivos com o tratamento do que os adultos, é indispensável que as crianças da turma saiba o que é diabetes e porque o amiguinho diabetico precisa as vezes de um horário especial pra lanchar, porque o amiguinho as vezes pode ficar nervoso e ter atitudes estranhas, o que fazer nessa hora.
Acredito que proteger uma criança num ambiente escolar, não comunicando as outras o que realmente ela tem e porque algumas atitudes em relação a criança diabética é diferente, um erro, isso pode levar a criança diabética ser vitima de BULLYING, sem informações as outras crianças provavelmente acreditarão que estão em desvantagem e que na sala tem um aluno que é melhor tratado que os outros, alem de apelidos isso pode gerar uma exclusão.
Em escolas anteriores, eu tive problemas com adultos, pais, nunca com amiguinhos do Igor, pelo contrario, ele mesmo conta sobre o diabetes, fala de alimentação e eles correspondem ajudando ele a lidar até mesmo com as hipoglicemias. Criança não é naturalmente preconceituosa, criança é naturalmente amiga e receptiva com as diferenças, o preconceito vem dos adultos, ou o próprio portador cria uma barreira geralmente imposta pela familia.
Eu espero realmente que o ano letivo de 2012 seja bom para o Igor, vai ser uma nova adaptação, mas como sempre tenho certeza que ele se sairá bem.

A FALTA DE INFORMAÇÃO ADEQUADA ALIMENTA O PRECONCEITO.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Washington, o Coração Valente.


As vezes, me canso da mídia. Tudo que depende da educação para dar certo, não adianta aterrorizar, tentar fazer dar certo pelo medo, o medo uma hora todo mundo perde.
Lembro da primeira entrevista do Washington que assisti, foi quando ele encerraria a carreira por problemas cardíacos, ja gostei da garra dele. Quanto ao lance dele ter diabetes, passou despercebido. Diabetes pra mim era algo banal, o tratamento só deixar de comer doces.
Depois que o Igor foi diagnosticado, eu percebi que não era nada do que eu ouvia falar.
Quando a poeira baixou eu comecei a acompanhar com mais atenção os diabéticos famosos, lembro do dia em que Dado Dolabella falou da morte do pai, ele se referiu ao Diabetes como doença maldita, mas quem é Dado Dolabella para classificar o Diabetes?
Percebe-se que poucos falam da situação, só sabemos depois que falecem, talvez seja medo do preconceito não sei, mas tem este direito.
Nós, que convivemos diariamente com o controle da glicemia, conseguimos chegar bem perto da proporção do sentimento que levou o Washington a encerrar a carreira, 90 min de jogo controlando a glicemia, Não é para qualquer um, com certeza é um grande guerreiro.
Chega uma hora em que todos entram em desvantagem biológica, e ele tem alguns agravantes.
Com certeza deve ter muito diabético dizendo: "Ta vendo como o diabetes é maldito, parou o cara antes da hora."
Mas com toda certeza também tem muito diabético pensando: "Se ele fez tudo isso, eu também posso fazer algo pelos meus sonhos"
É isso aí, depende de como você olha a situação, um copo meio vazio ou copo meio cheio.
Quantos gols ele não deve ter perdido por conta de hipoglicemias? Quantos tombos numa hora decisiva?
Isso não conta, não pra nós que fazemos parte desse circulo azul. Pra mim, enquanto botafoguense, conta a superação, contam os gols, contam os titulos. No ultimo "Fla X Bot" me peguei torcendo por um gol dele, foi meio neurótico.
Mas diabetes é isso aí, disciplina na vida, tem horas de retiradas estratégicas, ninguém pode ter tudo na vida, isso serve para todos, quanto temos além de nossa necessidade, algo importante se perde em meio ao excesso.
Com certeza ele fez a opção correta, pela vida, pela familia, só é capaz de fazer essa opção quem traz grandes valores no coração, para quem tem o CORAÇÃO VALENTE.
Pensem duas vezes antes de dizer que uma criança com diabetes não tem grandes perspectivas para o futuro.
Pensem duas vezes antes de fazer de tudo pra ser visto como um coitado por ter diabetes.
Pensem duas vezes antes de dizer que o diabetes te impede de viver.
Diabetes é só um detalhe.
Em futebol tudo é questão de sorte e talento, mas capacidade física é ímpar, se comparado ao grande astro do futebol brasileiro "Ronaldo, o fenômeno" eu fico com Washington, ambos com 35 anos.
Ambos lutaram contra problemas que tirariam qualquer um do futebol, ambos venceram e retornaram, mas apenas 1 teve a coragem de dizer: "Um dia a profissão acaba e é importante ter hombridade e humildade...".
Termino este post com um trecho da entrevista coletiva:
"Um dos meus maiores orgulhos é saber que fui exemplo de vida para algumas pessoas. Que seja uma, mas que dei o exemplo. Muitos mandam mensagem e dizem que o que fiz fez com que a pessoa superasse o problema. Esse é o maior legado que levo".


Leia mais em:  globoesporte.globo.com


Para quem não sabe sobre diabetes:
Um diabetico não pode fazer esforço fisico com a glicose acima de 250mg/dl, quem toma insulina depois de um tempo de exercicio ela começa a baixar dependo de muitos fatores externos isso pode ser rapido ou não, podendo atingir niveis baixos em 30 min, quando os valores ficam abaixo de 70mg/dl podem ocorrer sintomas como confusão mental na coordenação motora, disturbios de visão e se não corrigida a tempo pode chegar a convulsão.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Diabetes e Jiu Jitsu

Atendimento medico no dojô

É a temporada de torneios e campeonatos.
A maioria são campeonatos seguros na medida do possível, tem para médicos e ambulâncias nos locais, o atendimento em caso de lesão é imediato, acontece ainda no dojô, qualquer reclamação de dor o competidor é avaliado por um medico pra saber se pode ou não continuar  a luta.
No Ultimo que nós fomos, vi um rapaz de mais ou menos 20 anos, deslocar o ombro de bobeira, ele recebeu um golpe com o próprio kimono, é daqueles golpes que não dá pra sair, ele tentou até acabar o tempo de luta e no final só não chorou não sei porque. É o Igor de amanhã.
O Igor não participou do campeonato por causa da variação na glicemia causado pela ansiedade, como ele sabia que não ia lutar, chegamos no torneio com números otimos, precisamos até fazer refeições extras.
No próximo ele também não vai, no treino durante a semana ele fez não fez o que deveria fazer e arriscou uma lesão no cotovelo, o treinador conhece seus atletas, sabe de suas reações, mas um juiz não pode parar uma luta por que acha que o atleta não vai reagir, vale medalha.
Eu fico imaginando minha reação caso meu filho precise de atendimento no dojô, tem uma grade que nos separa do local da luta, ficamos longe, eu piro.
Arena de lutas simultâneas
O grande problema é, quando são chamados para a área de concentração não lutam de imediato, as vezes ficam lá por mais uma hora, as medições de glicemia só podem acontecer antes deles serem apresentados pelo treinador, ainda não consegui informações se pode acontecer diferente, quanto a hipoglicemia durante a luta não me preocuparia se pudesse medir no exato momento de entrar no dojô.
E tenho certeza de que o Igor não ficaria nada satisfeito de entrar no dojô apenas para não ser desclassificado e ver o braço do oponente ser levantado sem luta.
Não consigo uma resposta segura dos médicos quanto a aplicação de insulina antes da luta, são apenas 3 minutos, mas de muito esforço muscular, eu vejo como o Arthur sai exausto do dojô, são 3 minutos intermináveis pra mim.
Bom, no próximo domingo teremos outro campeonato, o Arthur vai lutar e o Igor vai como espectador, enquanto assistimos as lutas procuro mostrar o que não fazer e sempre não deixando passar em branco os resultados de não aceitar que foi derrotado.
Meu medo? Ele lesionar seriamente o cotovelo ou o ombro ou sofrer uma crise de hipoglicemia durante a luta.
No domingo, vou me informar sobre o dextro antes da luta, se é possível ele levar o glicosimetro para a concentração, ele quer ser um campeão, mas um campeão se faz com responsabilidade.
Quanto a hiperglicemia, o Arthur sugeriu que o inscrevesse e só avisasse que ele vai lutar quando fosse chamado, daria tempo dele lutar antes de alcançar números assustadores, é uma boa? Não sei....
Acho que ele deve aprender desde agora a lidar com a própria ansiedade, aprender a controla-la, hoje eu posso tentar dar uma volta nela, mas amanhã o mundo não fará a mesma coisa com ele só porque é diabético.
Vamos prepara-lo para a temporada 2011.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

1 ano convivendo com o Diabetes.


Temos a velinha da esperança aqui ao lado, que quiser enviar energias positivas pra nós e para tantos outros diabéticos, é só acender, mas com o pensamento na cura, toda forma de energia positiva é bem vinda pra quem tem esperança de cura, eu tenho!!!

Igor na festa de aniversário de 1 ano

1 ANO, nossa parece que foi ontem, as vezes parece que sempre foi, que ela sempre esteve entre nós, já é tão natural controla-la...
Comemoramos essa data com a hemoglobina glicada de 6,9%, sem nenhuma hipo severa ou hiper de assustar, a única coisa que ainda me deixa grilada é que EU acho que ele cresceu pouco, mas os médicos dizem que ele está dentro do padrão. Ainda não conseguimos controlar o impacto financeiro do tratamento nas contas da casa, mas eu decidi que não vou me preocupar com isso.
Uma analise de prós e contras me levou a tentar trocar o local de atendimento do SUS, amo o atendimento no Martagão Gesteira, os médicos são otimos, mas tenho que evitar tanto estresse.
O governo do Rio está fornecendo os análogos de insulina nas farmácias dos centros de tratamento de Diabetes, sem a necessidade de processo jurídico, que não dá em nada, já vamos completar 3 meses sem insulina, apesar da publicação no diário oficial do bloqueio online.
Amanhã é dia de tentar resolver isso, sei o que fazer e onde ir, só não sei se vai acontecer.
Com o diabetes em si, a doença, não temos tido muita preocupação, a rotina já se acomodou e aceitamos muito bem, tento fazer o possível para que o Igor não se sinta diferente das demais crianças e acho que tenho conseguido.
Outro dia ele me emocionou, ele veio me falar do lado positivo do Diabetes:
-Eu aprendi a me alimentar melhor, todo mundo precisa cuidar da alimentação sendo diabético ou não, eu me alimentando bem serei mais saudável.
Eu fico orgulhosa quando as pessoas admiram a atitude dele diante da doença, mas ao mesmo tempo meu coração dói, é muita responsabilidade para uma criança, ele ouve o que os médicos dizem e por iniciativa própria põe em pratica, as vezes eu quero que ele seja mais criança, pense apenas em coisas de crianças...
Estou começando a acreditar naquela historia que rola pela internet, de que Deus escolhe a família e as crianças com diabetes pelas virtudes.
O Igor começou a tomar mamadeira com 2 meses, o leite do peito não era o suficiente, ele nunca deixou que alguém segurasse a mamadeira pra ele, era incrível, menino prodígio, todo mundo queria ver o Igor mamando sozinho. O Igor aos 10 meses, descia do berço, isso mesmo, descia... até hoje não sabemos como, ele só fazia a proeza quando não havia ninguém no quarto, ele não caia, ele descia, o pegávamos varias vezes sentado na grade, era  a diversão dele, sentar na grade e se jogar no fundo do berço, e não era um bercinho pequinininho, era padrão americano.
Quando o Igor começou a andar, tivemos que afastar tudo das janelas, ele queria pular janelas, graças a Deus moramos em casa e não abríamos nem portas nem janelas no segundo andar.
Ele custou a falar, eu achei que fazê-lo falar tinha sido a pior tortura pra mim, depois de meses de tratamento e vários exames, os médicos chegaram a conclusão de que ele não falava porque não precisava, como assim??? Nós fazíamos tudo pra ele, entendíamos o que ele queria e não esperávamos pra atende-lo.
A partir de então, ele só seria atendido depois que falasse o que queria, nossa!!!! Como eu sofria, mas hoje o que mais se houve é "Cala boca Igor", mas fala muito, e o tempo todo, e sobre tudo, affff, Graças a Deus!!!

Esse é o meu menino lutando Jiu Jitsu, o objetivo dele?
-Mãe vou treinar muito pra ser o numero 1 da academia, e ainda por cima diabético.
Alguém duvida?
Nesse 1 ano me dedicando aos meus filhos só lucrei, se perdi algo por aí, festas, viagens, passeios ou mais alguma coisa, tenho certeza que não seriam tão gratificantes quanto ver os olhinhos do Igor radiantes e seguros ao receber dos médicos os parabéns pela Hemoglobina Glicada, com certeza a ajuda e a consciência que ele tem sobre o tratamento colaboraram e muito.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Filosofias...



 
"O presente texto foi extraído do Tratado de Jiu-jitsu, de Paulo Pirondi.
     O Jiu-jitsu não persegue, apenas, um ideal de defesa pessoal ou o ouro nas competições. Muito mais que isso, engloba um conjunto de conhecimentos que transportam o Budô,(vale a pena conferir o link) essa quintessência das artes marciais do oriente.
     Ao apresentar-se, o principiante busca, normalmente, aprender as técnicas que lhe permitam defender-se eficientemente de eventuais agressões físicas. Mas também, muito normalmente, ele perde o auto-controle se for agredido moralmente. Já o iniciado, o graduado, deverá perseguir o Budô desenvolvendo um equilíbrio entre a sua parte física e a mental, buscando atingir um profundo auto-conhecimento. À medida que o iniciado progride na escala hierárquica, deverá, cada vez mais, dominar-se a si mesmo, da mesma forma que pode dominar seus adversários; deverá, cada vez mais, concentrar-se no desenvolvimento de sua harmonia interior e na sua interação e integração com o Universo.
     Todo aquele que atingir o nível de Sensei ou Shi-han julgando-se invencível ou superior, não tendo desenvolvido um excelente autocontrole psicossomático, nem tendo conhecido as verdadeiras essências da Arte da Suavidade e da Suavidade da Arte, não é um Sensei nem um Shi-han: é um imbecil. Pode até ter passado a vida "ensinando" Jiu-jitsu, mas na realidade não conseguiu aprender nada! Acabou morrendo na praia. Esta dica serve de alerta para muitos principiantes, que buscam, apenas, vencer uma briga no lusco-fusco de uma danceteria da moda. Não é preciso quebrar o pescoço de um desafeto para provar que se pode vencê-lo; é necessário, apenas, saber que se pode vencê-lo.
     Nas entrelinhas do treinamento, o professor deve deixar o Jiu-jitsu trabalhar a energia interior de seus discípulos; evitar que usem demasiadamente a força bruta; desenvolver no espírito deles o espírito da Arte Suave; promover neles o melhor equilíbrio entre razão e emoção. Le coeur desraisons a que la raison elle-mêmme ne connait pas: o velho filósofo francês dizia que o coração tem razões que a própria razão desconhece. Para um praticante verdadeiramente bem desenvolvido em Jiu-jitsu, esse desconhecimento será o menor possível.
     Saber dominar e controlar seu corpo e sua mente é o objetivo final do iniciado em Jiu-jitsu. A luta é apenas uma parte integrante do caminho que leva a esse objetivo, porque quem possui a morte nas mãos deve possuir, também, a responsabilidade e a coerência daí decorrentes. Boa parte da Sabedoria está em poder distinguir o todo da parte e a parte da meta. Quem não consegui-lo, jamais será um verdadeiro sensei.
     Por melhor que seja, um livro não pode condensar a filosofia do Jiu-jitsu num único capítulo. A filosofia só pode ser transmitida pessoalmente, aos poucos através dos anos, com a vivência e a convivência entre professores e alunos. Formar um lutador é fácil, a dificuldade consiste em formar um discípulo. Eu mesmo já formei muitos lutadores, ótimos lutadores, mas meus discípulos se contam com os dedos de uma só mão. Meus alunos poderão até levar avante a minha técnica, porém, somente meus discípulos conseguirão imortalizar minha memória, junto com a filosofia, o conhecimento e os segredos que herdei de Américo e de Loanza. (*)
     E assim será com todos os outros professores que ensinam o verdadeiro Jiu-jitsu.
(*) - Américo e Loanza são, respectivamente, o pai e o professor de Paulo Pirondi. "



O vídeo acima, trata-se do exame de divisa do meu filho (o não-diabetico), ele é quem aplica os golpes, a musica? ahhh ele diz que foi feita pra ele, Iron Maiden - Fear Of The Dark (tem seus medos). A primeira que aprendeu a tocar na Guitarra. (Ele me proibiu de postar videos dele tocando, 13 anos.)
Quem me conhece a tempos sabe como eu gosto de artes marciais e de tudo que tem como base uma filosofia positiva, mas nem tudo é filosofia. Será?
O Arthur pratica jiu jitsu desde os 4 anos, respeitamos a fase em que quis parar e apoiamos quando quis voltar, acho que agora ele entendeu a filosofia do Jiu jitsu, é basicamente disciplina e auto controle, ele sabe que o jiu jitsu para outros fins que não a pratica de artes marciais no dojô, será vetado a ele, pelo menos enquanto for menor de idade.
O Igor também pratica jiu jitsu desde os 4 anos, andou afastado no pré diagnóstico, voltou a treinar, parou e agora está de volta.
Eu acompanho tudo, treino, torneios campeonatos, sou a psicóloga desportiva deles, já vi o Arthur (não é diabético) entrar num campeonato derrotado sem ao menos lutar, já vi a a sede de vitoria antes de ganhar, já assisti subestimar um adversário e perder. É angustiante assistir a tudo isso e deixa-los aprender com a própria experiência. O Igor é diferente, não aceita a derrota, o aprendizado dele será um pouco mais longo.
Você deve estar se perguntando o que tudo isso tem haver com diabetes? Tudo.
Em qualquer área de nossa vida, em que realmente desejamos êxito, devemos ter disciplina, sem ela, o sucesso é ilusório, as vezes insustentavel.
Hoje quase um ano depois do diagnóstico de diabetes, não vemos mais o diabetes como um entrave em nossa vida, não decidimos por ela, ela decidiu por nós.
Um atleta que busca o aperfeiçoamento, tem que buscar auto conhecimento, conhecer seus limites e sua capacidade de superação.
Eu vejo a preocupação do Arthur em manter o peso adequado para a altura e idade, em respeitar a faixa que usa.
Por que não tratar o diabetes assim?
Não podemos subestima-la, não podemos entrar na luta derrotados, temos que domina-la, suavemente.
Devemos ter conhecimento profundo sobre como controlar o diabetes, e de adversários não reclamamos, lutamos pra vencer. Se não buscamos a vitória somos derrotados por nós mesmos.
Temos a capacidade de dominar o Diabetes e vencer. Nós podemos escolher o resultado desse placar?
Um atleta, tem hora pra dormir, tem alimentação adequada, peso adequado, não pode tomar qualquer medicamento, deve cuidar da saúde acima de qualquer coisa, digo, saúde mental e física.
Que tal encararmos o diabetes como um adversário esportivo? Vamos mudar esse placar? Vamos aplicar a filosofia do BUDÔ nesta luta.
Vamos buscar a vitória, mas não vale entrar nesse campeonato derrotado psicologicamente, o adversário é maior e mais poderoso que você? Mas você tem a técnica.. É capaz!!!!


"PRA MUITOS O CHÃO É O FIM, PRA MIM É APENAS O COMEÇO"
Meu filho tem essa frase numa camisa que o identifica como praticante de jiu jitsu.
Por maior que você seja, nunca derrube um discípulo de jiu jitsu.


NÃO É ACONSELHÁVEL A PRATICA DE ESPORTES OU EXERCICIOS FISICOS COM A GLICOSE ACIMA DE 250 OU COM A PRESENÇA DE CETONAS NA URINA